Parece que as palavras fogem quando precisamos delas... Parece que, toda experiência já vivida cai em meio ao vão de forma ensurdecedora e nos faz não dar ouvidos ao silêncio que costuma gritar no peito... Parece que, tudo faz sentido e tudo se perde ao mesmo tempo...
Parece que amanhã o dia amanhecerá mais bonito e singelo fazendo de fato você acreditar que existem esperanças todos os dias e que não é tempo de desistências... Parece que, nada nesse mundo faz sentido quando tudo parece estar dito e você vai ter que se acostumar, acalmar a alma, guardar de vez a mala da viagem, mas aí, amanhece... Parece que, no fim do dia as forças não são renovadas e você acha que pregar os olhos resolvem tudo, aí você sonha... Parece que, até seus sonhos são cruéis e indesejados, aí o despertador toca... Parece que, na pior das hipóteses você consegue ter sonhos sinceros, reais e acima de tudo, somente seus... Parece que, os dias se arrastam e estão contados, aí você sonha... Parece que, no sonho você é rainha e pode ter castelos amarelos ou rosas, quem sabe... Parece que, tudo faz sentido quando a alma saí do corpo e encontra o inusitado nos contos de fadas mas aí, amanhece... Tudo pode ser um parecer mas, quem disse que o sol não vai nascer?
Não sou daqui nem vim para ficar, e pro lugar que vou, qualquer hora que eu chegar serei bem-vinda! Fiquem a vontade...
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Parecer
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Palavras
É como se tudo
fosse tão natural como a luz dos dias claros em meio ao verão...
Eu, e essa minha
mania de deixar parte de mim onde passo e ver as pessoas não saberem desenrolar
o que foi ensinado...
Eu, e minhas
manias de saber as razões e os porquês das coisas sem mesmo ter chegado a
acontecer...
Eu, e minhas
manias de sempre abrir essa boca quando tudo parece explodir dentro de mim e
confundir a cabeça de quem escuta “o vulcão em erupção”....
Eu, e essas minhas
manias de comparar as essências com almas e corações, que por muitas vezes são más
interpretadas e até zombadas por pequenos grãos de areia em meio à imensidão de
uma praia onde quem lê ou escuta se apaixona...
Eu, e minhas
manias de deixar o sentimento falar mais alto quando dentro de mim sufoca e por
diversas vezes sou compreendida com um desespero ensurdecedor de ter que tomar
decisões futuras no mesmo instante...
Eu, e essas manias
de querer fazer entender e poder compreender aqueles que atravessam essa minha
tão curta e desejada passagem por entre becos e ruas tão iguais e viciantes...
Eu, e essas minhas
manias de falar e escrever aquilo que se passa dentro dessa cabeça cheia e esse
coração, antes tão pulsante e hoje, tão sensato.
Precisa-se ter paciência
e saber combater o bom combate para um dia, ter algum êxito e seguir em frente
de cabeça erguida.
Uma coisa eu preciso
aprender, não deixar tanto de mim nas pessoas que ainda não sabem como lidar
com a minha ausência... E acreditar que, as que já passaram por isso, merecem
de fato, serem reverenciadas por mim ao longo dessa vida!
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