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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Parecer

Parece que as palavras fogem quando precisamos delas...  Parece que, toda experiência já vivida cai em meio ao vão de forma ensurdecedora e nos faz não dar ouvidos ao silêncio que costuma gritar no peito...  Parece que, tudo faz sentido e tudo se perde ao mesmo tempo... 
Parece que amanhã o dia amanhecerá mais bonito e singelo fazendo de fato você acreditar que existem esperanças todos os dias e que não é tempo de desistências...  Parece que, nada nesse mundo faz sentido quando tudo parece estar dito e você vai ter que se acostumar, acalmar a alma, guardar de vez a mala da viagem, mas aí, amanhece... Parece que, no fim do dia as forças não são renovadas e você acha que pregar os olhos resolvem tudo, aí você sonha...  Parece que, até seus sonhos são cruéis e indesejados, aí o despertador toca...  Parece que, na pior das hipóteses você consegue ter sonhos sinceros, reais e acima de tudo, somente seus... Parece que, os dias se arrastam e estão contados, aí você sonha...  Parece que, no sonho você é rainha e pode ter castelos amarelos ou rosas, quem sabe...  Parece que, tudo faz sentido quando a alma saí do corpo e encontra o inusitado nos contos de fadas mas aí, amanhece...  Tudo pode ser um parecer mas, quem disse que o sol não vai nascer?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Palavras

É como se tudo fosse tão natural como a luz dos dias claros em meio ao verão...
Eu, e essa minha mania de deixar parte de mim onde passo e ver as pessoas não saberem desenrolar o que foi ensinado...
Eu, e minhas manias de saber as razões e os porquês das coisas sem mesmo ter chegado a acontecer...
Eu, e minhas manias de sempre abrir essa boca quando tudo parece explodir dentro de mim e confundir a cabeça de quem escuta “o vulcão em erupção”....
Eu, e essas minhas manias de comparar as essências com almas e corações, que por muitas vezes são más interpretadas e até zombadas por pequenos grãos de areia em meio à imensidão de uma praia onde quem lê ou escuta se apaixona...
Eu, e minhas manias de deixar o sentimento falar mais alto quando dentro de mim sufoca e por diversas vezes sou compreendida com um desespero ensurdecedor de ter que tomar decisões futuras no mesmo instante...
Eu, e essas manias de querer fazer entender e poder compreender aqueles que atravessam essa minha tão curta e desejada passagem por entre becos e ruas tão iguais e viciantes...
Eu, e essas minhas manias de falar e escrever aquilo que se passa dentro dessa cabeça cheia e esse coração, antes tão pulsante e hoje, tão sensato.
Precisa-se ter paciência e saber combater o bom combate para um dia, ter algum êxito e seguir em frente de cabeça erguida.

Uma coisa eu preciso aprender, não deixar tanto de mim nas pessoas que ainda não sabem como lidar com a minha ausência... E acreditar que, as que já passaram por isso, merecem de fato, serem reverenciadas por mim ao longo dessa vida!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Eu disse...

Era como se tudo se resumisse naquele abraço, naquele braço, naquele momento tão irreal e sublime.
Nada mais refletia naquele quarto do que o brilho do luar em seus olhos... Aqueles olhos... Passavam segurança, lealdade, conforto e admiração. Ela era única, linda e encantadora. Nada mais fazia sentido do que aquele lugar. O mundo de fato, poderia acabar ali. Ou já tinha acabado e ninguém havia notado?
Era como se tudo fizesse sentido até aquele momento. Foi preciso, foi escrito... Não dava pra fingir que não. Mas, tudo se tornava tão pequeno e árduo que, não valia tanto a pena comentar, lembrar...
Tudo se encaixava ali, naquele abraço, naqueles braços que faziam bem. Um bem tão grande que fazia sorrir. Sorrir das histórias contadas, das estórias cifradas nas letras de tantas canções... Canções que soavam do espaço e gritadas tão alto que faziam dormir... Dormir, as dores trazidas no peito que um dia com jeito ia ter que sair. Dormir as lembraças incertas, brincadeiras de certas razões refletir. Refletir o trajeto tão certo que outrora fez certo deixar de seguir...
Criou num abraço apertado um laço tão fácil de se usufruir. E viu que na vida sem graça, um pouco de calma ia ter que sentir. Na vida tudo tinha jeito só não tinha preço o que decidir. Um mundo assim tão perfeito que a moça sem jeito deixou se fundir. E fez um carinho certeiro que um certo ponteiro parou bem ali. E fez delirar num desejo a hora que o tempo voou sem sentir. E aquele momento de graça, tornou-se de fato um borrão pra sonhar. Nas, suas lembranças tão vagas um dia ela amarra seu grande pesar e finda na vida de hoje esse grande encontro que a fez sonhar...
...sonhou uma vida perfeita que na fortaleza iria morar... A noite passou bem ligeira e na brincadeira teve que acordar...
E o despertador, tocou... Nada mais tinha naquela cabeça do que a certeza que a faz sonhar.
Preferiu, guardar para si até o momento de se rebelar.