Nunca precisei passar por certos tipos de situações! E ultimamente me deparo com certas coisas que se eu contar, você pode um dia usá-las contra mim...
Sou um pouco revoltada em certos tempos;
Sou exagerada ao extremo e faço nomeações há tudo que vejo e escuto;
Sou um pouco intolerante comigo mesmo e muito mais com as outras pessoas... Sempre em relação á casos e acasos...
Sou decidida demais... nunca voltei atrás nas minhas decisões e também nunca me arrependi;
Sou fumante! Não me considerava, mas as coisas foram piorando com o passar dos tempos;
Sou um pouco incontrolável e por muitas vezes não sei relevar...
Tenho em mim sentimentos puros e sujos... Mas sempre sentimentos... Sempre sentidos da melhor e mais intensa maneira possível...
Não traço metas, experiências e nem tão pouco meu futuro... Aprendi a viver cada dia diferente e ousar das muitas visões antes não observadas...
Busco o que me convém, procuro aquilo que me traga algo novo... Algo que me construa, ou algo que me destrua... Quem vai saber?
Sonho com o impossível e faço que a cada dia ele seja mais complexo e verdadeiro.
Tenho em mim verdades e mentiras que me ajudam a construir um castelo... Talvez o meu ou o das pessoas que querem que eu construa um...
Vivo de palavras, cheiros, sorrisos, lembranças, saudades, obstáculos e muita paciência. Ajo como se nunca tivesse passado por qualquer tipo de coincidência e me entrego como se nunca tivesse vivido... Sou aquilo que escrevo, aquilo que exalo, o sorriso que te encanta, as lembranças que te perseguem, a saudade que te faz sofrer, o obstáculo que te faz crescer e a paciência que te faz esperar... Sou aquela que um dia não pôde ir mais além porque você não deixou e empatou a única chance que a vida nos forneceu...
Sei do que sou capaz para me tornar e ser feliz... Sei onde devo pisar e como pisar... Sei o jeito de olhar e de falar... Sei calar quando se pede... Mas também não deixo preso aquilo que me faz gritar...
Aprendi que as experiências de nada mais servem, há não ser para cozinhar. E assim aprendido, nunca as usarei como de fato aprendi, mas sim da forma que me é dada. Sendo dessa forma, as passo... Ensino, proclamo, escrevo e comento. Para que elas sejam esquecidas por mim de forma serena. Assim como meu passado e as coisas que já vivi e não quero que elas me acompanhem no passar dos tempos;
Vivo a vida que me é oferecida a cada dia... E se der, eu vou... Se não der... Eu fico! Não costumo apressar “a largata no casulo”... Ela sabe o momento certo de sua metamorfose! E eu nada sou em querer pensar em fazer algo que venha afetar o que já foi escrito!
Tenho medo daquele escuro que envolve meu quarto, naquelas noites de solidão!
Tenho medo da força da natureza quando ela se rebela impor suas reações tão normais aos que dela observam...
Tenho medo da distância entre dois mundos e um pensamento...
Tenho medo da velocidade que tem uma paixão, quando passa numa curva...
Tenho medo da liberdade... Porque dela desfrutamos um lado sombrio e com cores pintadas a mão...e não pela cor que a vida tem quando somos presença indispensável na vida do outro...
Tenho medo da paz... Porque ela transmite a calmaria de uma tarde de domingo... E quem quer viver assim?
Tenho medo dos meus vícios... Porque eles um dia poderão se tornar além do meu vício, um vício espiritual...
Tenho medo da minha capacidade de escolha e um dia querer olhar pra trás...
Tenho medo daqueles palhaços bobos que mais assustam com tanta maquiagem do que fazem sorrir pessoas complexadas...
Tenho medo da fé de muita gente que não sabe pra que Deus realmente servir...
Tenho medo da perda carnal... Nunca se sabe o que existe de fato do lado de lá...
Tenho uns demônios que me cercam quando não os invoco no plano diário e a cada dia tentam me derrubar da forma mais violenta que existe entre eles... Mas há muito tempo bato de frente... Encaro... Abraço e trago no peito as incertezas que eles me brotam. Não fujo dos seus becos, das suas ruelas e do esgoto que eles me fazem ver ao longo do caminhar. Olho nos olhos e digo... “VEM” eu os trago comigo para que possam me devolver o que a ilusão me levou.
Busco a felicidade a cada passo que dou... Procuro dançar o ritmo tocado da forma que eu quero dançar! O ritmo é meu, a batida é minha e o som que ouço não te interessa! É pra mim... Foi pra mim... Será pra mim...
Não julgo... Não bato... Não menosprezo... Cada um trás em si o direito de réplicas, tréplicas... E por mais que tentamos apontar o erro que vos cerca, não posso mudá-lo. Não posso fazer com que seu destino mude! Você, eu, ele, ela... fomos feitos para suportar muito mais do que possamos imaginar. E a cada um cabe o direito e a capacidade de querer e fazer o que se acha conveniente para suas vidas. Se você fez, você sabe o porque... Então não cabe a mim querer saber... Eu entendo! Se nem eu mesmo consigo com os meus demônios, porque vou querer que você saiba controlar os seus?! Não posso...
Tenho em mim desejos obscuros... eles me conduzem para o tão famoso e inevitável pecado.
O desejo da carne me leva a loucura e eu quero sempre muito mais do que ele possa me oferecer... E o tão sonhado sonho de amor, se torna fascinante, cego, mudo, surdo e delicioso. Me encanto com o poder de sedução daqueles que me fazem sentir assim... Busco saídas e me acho no meio do caminho de volta... Não posso com as suas forças e elas me levam para o prazer mais demorado e intenso como aquele complexo de inferioridade me fazendo ir mais além do que eu poderia... Canso! Me jogo no cansaço e dele busco a realidade... Mas que realidade? Aquela que me faz viver o que os outros querem que eu viva? Não devo... E as minhas escolhas? E a minha salvação mediante a MINHA verdade? Eu levanto... ando e VOLTO...
Não tenho em mim todos os sonhos do mundo... De que adianta viver? Se já não posso mais sonhar?! Quero renová-los, quero moldá-los e jamais os tê-lo para guardar nas estantes ou nos status da minha tão curta vida!
Não procuro a felicidade na vida que levo... Procuro ela naqueles detalhes que os sinais me levam para o outro dia...
Não misturo leite com manga. Vá que minha avó estava certa e eu tenha mesmo o sangue de escravo?!
Não durmo descoberta. Vá que o bicho papão existe mesmo e de noite ele venha pegar no meu pé?!
Não como carne de porco. Vá que minha mãe tenha mesmo aquele dom de adivinhar que vai me fazer mal e faça mesmo?!
Não conto as estrelas do céu... tenho medo que nasça uma verruga no meu dedo e por isso eu tenha que arrancá-la quando estiver bem nervosa!
Gosto daquelas amizades de acaso... que você não tem a intenção mas a vida se encarrega de encaixar as coincidências!
Gosto de leite com café... minha mãe diz que café preto deixa a pessoa escura... E eu já passei do ponto!
Gosto de cachorros e de seus narizes gelados. Eles me fazem sentir um frenesi pelo frescor.
Gosto de olhar nos olhos das pessoas que me falam... Eles revelam um segredo!
E gosto de muitas das minhas manias... porque elas me completam e me fazem ser quem eu sou... IMPERFEITA!
Sou o que sou e o que digo. Não ligo para o que vão pensar ou falar de mim... Eu não tenho tempo para parar e escutar o que dizem... A minha vida tem caminhos longos e me desviar ou parar neles me fazem perder muito mais tempo do que a própria vida me oferece. Eu deixo... Deixo você se deleitar nas minhas aventuras e exagerar o que realmente aconteceu. Afinal de contas sonhar o sonho dos outros é covardia. Viva a sua vida rapaz!
Não sei ser cruel mas posso me tornar a pior das pessoas se atingir o ponto máximo da minha essência! Sou uma pessoa simples e tranqüila não fujo dos meus focos e sigo a vida passo a passo como manda as tradições.
“precisamos
esquecer o que achamos ser, para que possamos realmente ser o que somos”
E assim... sem distingui cores, por amar o arco-íris ...
Não sabendo o que é homem ou mulher... Apenas me encantando pelo ser humano...
Gostando e amando o que elas me passam... Pois, a realidade visível não é uma ciência exata...
Eu vou caminhando por aquele caminho que não se sabe ao certo aonde irá terminar... Mas caminhando eu vou sem saber o porque!

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