Era como se tudo se resumisse naquele abraço, naquele braço, naquele momento tão irreal e sublime.
Nada mais refletia naquele quarto do que o brilho do luar em seus olhos... Aqueles olhos... Passavam segurança, lealdade, conforto e admiração. Ela era única, linda e encantadora. Nada mais fazia sentido do que aquele lugar. O mundo de fato, poderia acabar ali. Ou já tinha acabado e ninguém havia notado?
Era como se tudo fizesse sentido até aquele momento. Foi preciso, foi escrito... Não dava pra fingir que não. Mas, tudo se tornava tão pequeno e árduo que, não valia tanto a pena comentar, lembrar...
Tudo se encaixava ali, naquele abraço, naqueles braços que faziam bem. Um bem tão grande que fazia sorrir. Sorrir das histórias contadas, das estórias cifradas nas letras de tantas canções... Canções que soavam do espaço e gritadas tão alto que faziam dormir... Dormir, as dores trazidas no peito que um dia com jeito ia ter que sair. Dormir as lembraças incertas, brincadeiras de certas razões refletir. Refletir o trajeto tão certo que outrora fez certo deixar de seguir...
Criou num abraço apertado um laço tão fácil de se usufruir. E viu que na vida sem graça, um pouco de calma ia ter que sentir. Na vida tudo tinha jeito só não tinha preço o que decidir. Um mundo assim tão perfeito que a moça sem jeito deixou se fundir. E fez um carinho certeiro que um certo ponteiro parou bem ali. E fez delirar num desejo a hora que o tempo voou sem sentir. E aquele momento de graça, tornou-se de fato um borrão pra sonhar. Nas, suas lembranças tão vagas um dia ela amarra seu grande pesar e finda na vida de hoje esse grande encontro que a fez sonhar...
...sonhou uma vida perfeita que na fortaleza iria morar... A noite passou bem ligeira e na brincadeira teve que acordar...
E o despertador, tocou... Nada mais tinha naquela cabeça do que a certeza que a faz sonhar.
Preferiu, guardar para si até o momento de se rebelar.
Não sou daqui nem vim para ficar, e pro lugar que vou, qualquer hora que eu chegar serei bem-vinda! Fiquem a vontade...
terça-feira, 7 de abril de 2015
Eu disse...
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