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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pense



E nossas dúvidas continuam sendo traidoras... Sempre nos fazendo ter aquele velho medo de tentar...  Quem nunca?

Todo pensamento começa com as dúvidas que nos perseguem.

Todo pensamento nasce, depois de alguns momentos de reflexões do nosso próprio eu com o universo inteiro que grita dentro de nós.

Jamais poderíamos julgar as pessoas pela forma delas falarem ou agirem. Ninguém nunca poderá entender tamanha reação.

Somos feitos para sermos livres... Livres de espaço, opiniões, paixões e costumes. Livres para o tão famoso ir e vir... Nada pode prender algo que consideras importante, puro, simples! Ninguém poderá se encantar com a mesma beleza que você se encanta, ou até mesmo sentir a mesma dor que você, por muitas vezes sente.

É complicado demais ser “gente grande”... É complicado demais essas tais responsabilidades que a vida nos obriga a ter... É complicado demais chegar no auge de um amor ou de uma dor... É complicado demais ser... Estar... Crer... É complicado demais...

Sempre tive a convicção de que, estar sempre apaixonado, é algo que te faz viver melhor. O amor tem o grande costume de cair em meio ao vão. De deixar grandes marcas, de acabar com qualquer tipo de outro sentimento existente dentro de cada um de nós... O amor bagunça, desfaz, refaz e atrapalha. A paixão organiza, cria, recria e te ajuda a ir mais longe. O amor é apego, costume, tranqüilidade e comodidade... A paixão é querer, vibrar, lutar, sonhar e se emocionar. O amor é aquela grande ferida, (como diz a música) que dói e não se sente... É aquele enorme e velho contentamento, descontente... Tão contrário assim poderia ser o mesmo  amor? Quase nunca... Ou quase sempre de formas diferentes! Só que no final dá no mesmo, alguém chora, alguém sofre, alguém se machuca e vai embora... Ou alguém se machuca e fica... Vai depender do espaço, da lua, dos astros e seus tão insignificantes signos... Aqueles que querem definir sua personalidade, sabe? É... pode não! RS

“Deixa o povo falar... o que é que tem...”  

“...Não ouça não, o que andam falando de mim, por puro ciúme, despeito, inveja ou coisas assim...”

Querer adivinhar o que o próximo poder ser é fácil... Basta olhar nos olhos dele... Agora entre em seu coração que eu quero ver... Vá lá no fundo e busque essas mesmas razões que você teima em querer adivinhar e me diz o que achou...  Seja persistente, porque de certa forma não é uma ação tão simples!

Vou ficando por aqui...

Vou me ajeitando por aqui...

Sempre estarei por aqui...

Eu sempre estive, aqui...                 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Crise dos 20 e poucos anos



Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Particular



O tempo passa, disso sabemos perfeitamente...
Mas isso não significa que tudo o que já foi vivido ou presenciado também tenha passado. Existem momentos que marcam a nossa alma de uma forma que independentemente do momento ou futuro, não passa... Não morre... Não se refaz... E esses pensamentos são únicos! Tão únicos que chegam a virar sonhos... Outras vidas vividas, quem sabe... Ou, quem não sabe?  Eu sei... Eu vivi... Eu contei... Comentei e reinventei... Nas minhas lembranças, nos meus pensamentos, nos meus mais tranqüilizantes sonhos... Um mundo particular vive dentro de cada um de nós, sem se permitir existir. Talvez, seja essa essência tão nossa e tão verdadeira que deixamos exalar entre os cheiros e os sabores em particular. Que um pedaçinho de nós, sempre tem o costume de ficar... Ficar onde vos cabe, ficar onde é preciso, ficar onde é querido... Ou apenas, ficar por ficar para a qualquer momento esbravejar... Não sabemos a hora, o momento e a razão mas, sabemos que aquele sentimento veio de um alguém do ontem, da semana passada, do mês passado, a um ano atrás, ou quem sabe dois... Poderíamos até arriscar, três anos atrás ou naquela tão inevitável vida passada... Quem poderá nos afirmar isso?! Ninguém menos que essa nossa essência exata e precisa.  Que não nos deixa esquecer... ou simplesmente, anular certas coisas.

Existem verdades que, nem nós mesmos podemos acreditar e assim elas vão deixando de ser preferências para serem lembranças... Para ser aquele lugarzinho seguro em que você sorri, chora, se puni e até mesmo se culpa por ele estar hoje, onde está... É complicado demais... Complexo... E muito difícil de explicar, mas ao mesmo tempo é muito bom sentir. Saber que dentro de você existem pedaços de pensamentos, sonhos, alegrias e tristezas que fazem parte do seu eu interior. Da sua personalidade tão formada mediante anos ou dias atrás. Coisas adaptáveis da vida! Coisas que você sabe muito bem explicar mas, por ironia desse destino tão incerto, você se obriga a procurar outras respostas e nunca as encontra e infelizmente sua verdade antes tão nítida, se torna turva e duvidosa. Isso é chato! Isso é irreversível! Isso é história... Deixemos quieto! RS... É melhor. Costumo falar que, não posso parar para pensar em certas coisas na minha vida, porque sempre haverá dor...  Sempre haverá aquela velha pergunta que assombra minha vida... “E se...???” Não... E se nada... As coisas tem que acontecer porque elas tem que acontecer. Nada por querer...

Tem que ser vivido dia após dia o que foi dado e pronto. Ponto final... Acabou o dia, virou a página. É o certo. Pensamentos perturbadores não podem deixar você sair dessa rotina...  Ou poderia?